Herman Melville

Primeira edição em 1851 em Londres no formato de Fascículos e em Nova York, no mesmo ano. Um dos essenciais da Literatura Mundial.

moby dick

Imagem da internet – achei a edição maravilhosa da Editora Cosac & Naify! Tem até mapa para demonstrar a viagem – vi no site da Amazon.

Abaixo a sinopse conforme a edição da foto:

“O livro traz o relato de um marinheiro letrado, Ishmael, sobre a última viagem de um navio baleeiro de Nantucket, o Pequod, que parte da costa leste dos Estados Unidos – com sua tripulação multiétnica – rumo ao Pacífico Sul, onde encontra o imenso cachalote branco que, no passado, arrancara a perna do vingativo capitão Ahab. Ao longo de 135 capítulos, Herman Melville (1819-1891) explora com brilhantismo e ironia os mais variados gêneros literários: da narrativa de viagens ao teatro shakespeareano, do sermão à poesia popular, passando pela descrição científica e a meditação filosófica. A nova tradução se vale da longa experiência acadêmica da tradutora Irene Hirsch com a obra de Melville e de um minucioso trabalho de pesquisa de vocabulário náutico por parte do tradutor Alexandre Barbosa de Souza. O volume inclui ainda fortuna crítica com três textos fundamentais para a compreensão da obra: uma resenha de Evert Duyckinck, publicada em 1851; o clássico ensaio de D. H. Lawrence, incluído em Studies in Classic American Literature, de 1923, e um trecho do célebre estudo de F. O. Mathiessen, American Renaissance, de 1941. Além disso, a edição traz apêndice com Glossário Náutico Ilustrado e bibliografia.”

Decidi não tirar foto da edição que tenho porque ele é bem velhinho, e essa edição aí em cima, coisa mais linda, queria muito! 🙂

Primeira curiosidade do livro: foi baseado em duas histórias reais, o naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Polland, quando este foi atingido por uma baleia e afundou. E o cachalote albino Mocha Dick, supostamente morto na década de 1830 ao largo da ilha chilena de Mocha, que atacava os navios com premeditada ferocidade.

A gente até arrepia, neh não?

Afinal, a história é justamente centrada no que o homem mais teme e que também anseia dominar, o mar e seus monstros reais. Hoje sabemos que os monstros como baleias e tubarões correm risco de extinção e estamos sempre tentando entender como esses animais gloriosos podem ter sido considerados monstruosos, afinal só estão defendendo seu lugar na cadeia alimentar, e seu espaço no mar.

Mas a história se passa em finais de século XIX e, apesar da navegação já ser um fato, ainda assim, a natureza tinha mais força que os barquinhos de então.

O livro segue num crescendo, como na música, a principio lenta, gradualmente aumentando em termos de violência e suspense, assim como a obsessão do capitão. Em alguns momentos chega a ser irritante e nojento como são descritas as caças às baleias e o processamento dos corpos dos animais. Mas é uma violência necessária, porque só assim entendemos e aceitamos o final do livro.

Que, aliás, é um tanto óbvio, afinal, pistas e até mesmo profecias sobre o que acontecerá no encontro do capitão com a baleia gigante aparecem ao longo do livro, dadas por seus tripulantes.

Outro fator a se apreciar é a diversidade da tripulação, que nos faz ter contato com os mais diversos personagens vindos de todas as partes do mundo. O autor tentou a todo custo dar um toque de verdade em cada personalidade, em cada característica.

Mas é o tom de fatalismo que traz verdade para a estória como um tudo, a grande lição de que a ambição desmedida não pode ser aceita pela natureza, e consequentemente, pelos homens.

Um livro nem sempre fácil de ler, devido à quantidade de informações. Mas é fácil entender que foi exatamente este tipo de livro que deve ter inspirado Steven Spielberg a filmar Tubarão ou Encurralado. Calma! Encurralado foi escrito a partir de um conto de Richard Matheson, que também escreveu o roteiro do filme e Tubarão foi baseado no livro de Peter Benchley, de mesmo nome.

Mas sinceramente acredito que Moby Dick entra na cabeça da gente e fica lá, em um estado de subconsciência, então sempre que assistimos ou pensamos na natureza dando o troco, vem aquela ideia da perseguição foraz, que a gente não sabe onde viu…

Ah! Lembrei de outro filme, famoso na Globo dos anos 80 – Orca, a baleia assassina… Ahá! 🙂

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