P.D. James

Tradução: Sonia Moreira

Editora Companhia das Letras

São Paulo/SP  – 2013 – 1ª Edição – 1ª Reimpressão

341 páginas

DSCN5676

Mais um que segue a linha de Orgulho e Preconceito, do qual já falei aqui. Sim, já sabemos que é um clássico, e tudo o mais, mas de fato a história rende.

Agora a dama do crime – como descrito na capa – invade Pemberley, a casa ancestral de Mr. Darcy e de sua esposa Elizabeth, com um crime horrível, às vésperas de um baile muito famoso da Casa Pemberley.

Mas vamos falar um pouquinho da escritora, afinal ela é uma das mais bem-sucedidas escritoras da Inglaterra, sendo este livro, o último publicado, em 2011. Ela escrevia basicamente sobre crimes, e alguns de seus livros viraram filme.

O mais famoso: “Children of Men”, de 1992, virou o longa “Filhos da Esperança”, de Alfonso Cuarón, de 2006. Estrelado por Clive Owen e Julianne Moore, o filme foi indicado a três Oscars, incluindo o de melhor roteiro adaptado.

Aqui no Brasil, dos mais de 20 livros escritos por ela, temos cerca de 14 títulos disponíveis, todos pela Companhia das Letras. Confesso que me interessei bastante. Afinal, só comprei esse livro porque assisti a ótima minissérie de 2013, baseada neste título. Tem online e são apenas três episódios.

Agora vamos ao livro, e devo dizer que o principal problema é que a escritora realmente entendeu que nem todo mundo, especialmente homens, leu Orgulho e Preconceito. Portanto, todos os personagens são bem explicadinhos, tipo todos mesmo.

Inclusive os que nem aparecem na trama, como algumas das irmãs de Elizabeth. Ah!

Não falei da sinopse: após alguns anos de casados, Darcy e Elizabeth, restabeleceram a tradição do Baile de Lady Anne, falecida mãe de Darcy, e é na véspera deste Baile que a história começa, com todos os empregados, proprietários, e alguns amigos e membros da família concentrados nos preparativos da tal festa.

Tarde da noite, chega uma carruagem com a irmã mais nova de Elizabeth – Lydia – aos prantos porque marido e amigo se embrenharam na floresta da propriedade e ela ouviu tiros. Logo se descobre que o amigo de Wickham foi assassinado, e não com tiros.

É aí que começam as investigações e o suspeito principal é Wickham.

A trama em si é bastante interessante e também é bacana ver personagens tão queridos revisitados em um futuro próximo ao final do clássico. Sabemos quem teve filhos, quem está bem, quem não está, etc e tal.

O suspense é garantido de diversas formas e me deu muita vontade de ler outros livros da autora. Mas é realmente irritante toda vez que a história pára para mais alguma explicação a respeito de algum personagem – desnecessário, na minha opinião. Para quem leu Orgulho e Preconceito, é besteira. Para quem não leu, salvo algumas informações básicas para entender a dinâmica familiar, e tudo bem, deixa correr a trama atual.

Outro ponto a salientar, fiquei pasma com a forma de investigação de crimes em finais de séc. XVIII e começo do séc. XIX. Maluco mesmo. O que traz um toque de diversão para a leitura, considerando todas as informações de dna que temos nos dias atuais. Além das óbvias comparações com Sherlock Holmes, que vai aparecer somente 100 anos depois (nos livros, é claro). 🙂

Recomendo a leitura, e especialmente para os fãs de Orgulho e Preconceito.

Nota: 3/5

Anúncios