Julia Quinn

Editora Arqueiro

São Paulo/SP

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São nove livros ao todo e vou colocar os nomes e detalhes com as sinopses logo mais, mas primeiro vou falar um pouquinho da série como um todo.

E só vou falar porque esta semana foi divulgado pela autora e pelos canais oficiais que o canal Netflix está iniciando a produção de um seriado baseado nos livros.

A autora segue a fórmula de sucesso para os romances atuais: uma mocinha em busca de casamento, um nobre inglês fugindo do casamento ou precisando de uma herdeira muito rica, e os costumes de uma época pré-Revolução Industrial, na Inglaterra.

Porque fazem sucesso? Porque as histórias são fofas, românticas e fáceis de ler. Com uma boa dose de humor e uma pitada de sexo, usualmente antes do casamento, a leitura entretém sem grandes pretensões.

A série trata da Família Bridgerton, onde uma viúva com 8 filhos trata de tentar casar todos os rebentos com parceiros a altura. O filho mais velho detém o título de Visconde, e são todos muito ricos. Além disso, a família é  conhecida pela beleza, e também pelos fartos cabelos castanhos.

O que chama a atenção e conecta todos os livros, além da questão familiar, é um personagem desconhecido, a autora de um jornal de fofocas, que é publicado semanalmente e traz deliciosas observações sobre os casais que estão se formando. Também faz algumas notas maldosas sobre as mal-vestidas e tals.

O fato da “jornalista” falar de detalhes, especialmente da família em questão, leva todos a loucura, tentando saber quem é a escritora, que certamente pertence à classe dos nobres e frequenta a high-Society.

Além disso, existem personagens secundários que dão colorido às tramas, como as meninas da Família Smythe-Smith, que formam um quarteto musical e se apresentam todo ano. Tocando pessimamente. O quarteto fez tanto sucesso que a autora lançou uma série só delas.

A jornalista, que se intitula Lady Whistledown, também já rendeu dois livros independentes, em que Julia Quinn se uniu a outras três escritoras para escrever pequenas cronicas que se unem através das publicações da tal lady.

Não se engane, apesar dos livros descrevem alguns costumes da época, como os bailes de debutantes do Almack, ou os passeios no Hyde Park de Londres, ainda assim, não traduzem literalmente como era o comportamento de então.

Existe um liberalismo muito grande, além das mulheres emponderadas que não condizem muito com a época. Mas quem está interessado em história quando se tem um romance tão básico quanto novela das seis?

É para curtir mesmo, sem culpa, mas também sem grandes expectativas.

Amanhã postarei as sinopses dos livros todos. 🙂

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