Filme de 2015 – lançado apenas para TV.

Direção de Olivier Dahan.

Disponível no Netflix

foto da internet

A gente adora uma princesa de contos de fadas, e a gente adora estas atrizes glamourosas da Hollywood nos anos 50 e 60. Imagina juntar as duas?

Até hoje, Grace Kelly, a querida do mestre do suspense – Hitchcock – nos delicia com a sua beleza elegante e fria, distante da nossa realidade, que se apaixonou por um príncipe, casou e viveu feliz até morrer em um trágico acidente de carro.

E recentemente tivemos outra atriz vivendo o mesmo conto de fadas, ao casar com um dos príncipes mais cobiçados da atualidade – o sexto na linha de sucessão ao trono da Inglaterra. Então vamos assistir filme de princesa!

Mas primeiro, sinopse: o filme está centrado em duas crises fundamentais de Grace E de Mônaco, quando Grace é convidada por Hitchcock para estrelar seu novo filme Marnie, e em paralelo, o stress entre o Príncipe Rainier III de Mônaco e o presidente da França, Charles de Gaulle, sobre a questão de impostos e soberania e poder.

A ideia é boa, afinal, este foi um momento em que a imagem de conto de fadas da vida de Grace Kelly quase veio abaixo. Como assim, a nova princesa vai largar tudo para voltar a filmar?

O filme tenta a todo custo mostrar que o problema era de adaptação, afinal Grace era uma moça criada com os pés no chão, que falava o que pensava e agia pelo bem de todos, mas que a princesa Grace tinha que se conter e seguir regras e rótulos aos quais não estava acostumada. Cenas do filme mostram a futilidade de sua vida e dos que estão ao seu redor. A gente logo pensa naquelas funcionárias do palácio que morrem de inveja da linda, e tentam prejudicá-la e tals…

Outro problema do filme é querer que de Gaulle seja o grande vilão, e a coisa toda não cola.

Aí você vai assistindo o filme para ver Nicole Kidman lindíssima, aliás, outra diva, com todo o glamour daquela época em vestidos e jóias espetaculares. E quem salva o dia? A linda princesa que não conseguia se adequar ao novo papel.

O filme não vai além do óbvio, e nos momentos mais importantes, o foco vai para Kidman em closes cada vez mais exagerados, na minha opinião. E nem gosto muito dessa moça, é diva mas me parece cada vez mais plastificada. Não me crucifiquem, opinião pessoal apenas.

Nada mais se destaca no filme, nem paisagens, nem música, nem atuações, apesar dos ótimos atores que atuam ao lado da moça-diva.

Não perderia meu tempo neste filme, a não ser pelas roupas maravilhosas e pelas jóias, uma mais linda que a outra, que aparecem nos bailes de gala.