Jessica Spotswood

Tradução: Ana Ban

Editora Arqueiro

Livro I – Enfeitiçadas – 2014 – 271 páginas

Livro II – Amaldiçoadas – 2014 – 287 páginas

Livro III – Predestinadas – 2015 – 276 páginas

São Paulo/SP

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Os três livros são finos e fáceis de ler, a autora tenta misturar um pouco de ficção histórica, já que a história se passa no início do século XX, e também misticismo, envolvendo bruxaria.

Existe toda uma questão de feminismo, na superfície, patriarcado, além de relações familiares e, claro, amor! Afinal, estamos falando de romance.

O mote para esta trilogia é o seguinte: existe uma profecia conhecida entre as irmãs bruxas, de que na virada do século, um trio de irmãs, todas bruxas, chegará a fase adulta, e uma delas será a mais poderosa bruxa a nascer em muitos séculos. Esta bruxa mudará a história novamente, depois das perseguições todas e tal.

Então a história começa e temos três irmãs vivendo numa pequena cidade, órfãs de mãe (também bruxa) e com um pai perdidão. A mais velha é Cate, que tomou para si a responsabilidade de proteger e defender as irmãs mais novas – Maura e Tess.

Na história, temos a Fraternidade – associação de homens que comandam e protegem a comunidade, expulsando e matando possíveis bruxas. Também foram ele que perseguiram e mataram as moças no período do Grande Terror, como as atuais bruxas chamam.

Há um braço feminino deste poder, a Irmandade, e ao escolher este sacerdócio, a pessoa não pode casar. Tipo assim, padres e freiras, e achei bem legal essa maneira de colocar as coisas.

Bom, então temos todo mundo querendo saber quem é a tal bruxa poderosa, já que as três irmãs estão no alvo.

Em paralelo, temos Cate, nervosa e em dúvida entre proteger as irmãs, ou casar e ser feliz e suas irmãs, que vivem tentando fugir desta irmã amorosa porém autoritária, que tem medo da própria força.

Assim, Maura, poucos anos mais nova, logo se rebela e briga feio com Cate, enquanto a mais nova Tess ainda não entende as implicações de ser uma bruxa, e fica no meio das duas, tentando manter a família unida.

Durante todos os três livros, a autora investe nesses conflitos entre as irmãs, e no suspense sobre as pessoas confiáveis ou não, que circulam em volta das três.

O feminismo vem de forma relativamente superficial, pois as bruxinhas que entram para a Irmandade tem total liberdade na forma de viver, desde que finjam diante da comunidade e dos homens da Fraternidade. Enquanto isso, estes homens são o que são, defendem a qualquer custo o patriarcado em que vivem.

Claro que acontecem traições, dificuldades e desilusões, mas os livros cumprem seu papel de entretenimento. Porém não espere grandes reviravoltas e finais surpreendentes. Logo fui identificando para onde a história se encaminhava. Mas, até que vale a leitura.

Nota 3/5