Produção da tnt.

1ª Temporada – estreou em 22 de janeiro de 2018, com 10 episódios.

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E chegou no Netflix agora em Abril, então calma que está fácil de maratonar.

Primeiro vamos explicar que esta série não tem nada a ver com o livro do Machado de Assis e que tem o mesmo nome. Mas sim, é livremente inspirado em um livro de Caleb Carr.

Vamos lá! Estamos no final do século XIX, mais precisamente em 1896, em uma Nova York às vésperas de se tornar A capital do mundo, temos um bonitão da high-society – John Moore (Luke Evans) que vive a vida preguiçosamente e também é ilustrador para o New York Times.

Ele é muito amigo do Dr. Laszlo Kreizler (Daniel Bruhl)- alienista, ou psiquiatra, que cuida das doenças da mente.

Quando um crime monstruoso acontece, o novo comissário de polícia solicita a ajuda do doutor, que acaba por envolver John Moore.

Ambos conhecem a doce porém determinada Sarah Howard (Dakota Fanning), secretária do Comissário, e os três acabam por se aliar na busca deste assassino em série.

Muito bem, os crimes realmente são macabros, envolvem meninos pobres que trabalham em bordeis, servindo a homens, e a série não hesita em mostrar detalhes meio macabros.

O suspense também é garantido com cenas escuras e intensas, e nossos mocinhos sempre entrando em apuros, especialmente John Moore, que representa a classe rica, e portanto, tem aquele ar arrogante de quem se acha acima do bem e do mal.

Sobre os personagens, eles seguem a linha de Sherlock Holmes, ou também dos livros de Agatha Christie, ou seja, temos o Doutor, muito inteligente e perceptivo, temos o amigo bonitão, porém crédulo e bondoso, e unindo os dois, uma bela mulher, também muito inteligente, decidida e pronta a fugir dos padrões pré-estabelecidos.

Mas não se engane, nosso bonitão tem vários defeitos, e o doutor é inseguro e bem difícil de lidar. Nossa mocinha também comete erros o tempo todo. Mas estas características acabam se tornando o fio condutor da história, pois enquanto o assassino é analisado a exaustão, os três acabam por se analisar mutuamente, nos trazendo também uma história em paralelo sobre os dilemas de vida de cada deles.

Outro ponto muito bacana é a corrupção existente na polícia, que dificulta as investigações e atrapalha bastante os mocinhos. Personagens secundários acrescentam muito e nenhum dialogo é em vão. Aos poucos, vamos conhecendo os desejos que movem todos, e aonde isso pode nos levar.

Há um pouco de romance na estória, mas apenas o suficiente para apimentar as coisas, então não espere cenas doces ou beijos apaixonados, pois o foco está em descobrir o assassino.

Ver essa Nova York úmida, suja e cheia de gente pobre nas ruas é um detalhe a parte, e bem bacana de se observar, já que a produção se esmera nas roupas e na representação de carruagens, e de algumas ruas também.

Outro ponto muito interessante de se observar é o modo como as investigações são feitas, o inicio do uso das digitais no local do crime, a análise da caligrafia, fotos, ilustrações, os jornais, e várias coisas que, para os dias atuais é tão banal, mas que estavam apenas iniciando no fim do século XIX.

São apenas dez episódios portanto não há muita enrolação, então aconselho a começar logo porque vale muito a pena.

Nota: 4,0

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