Filme de 2017 – Direção de Dorota Kobiela e Hugh Welchman

Disponível no Netflix

xComAmorVanGogh.jpg

Ainda dentro do contexto da viagem incrível que vivi entre março e abril, estou revisitando lugares e fatos que marcaram minha vida para sempre.

Uma delas foi a visita ao museu Van Gogh, em Amsterdam, construído especialmente para as muitas obras deste pintor incompreendido em sua época.

Para quem conhece um pouco sobre sua arte, sabe o quanto suas pinceladas marcam a emoção e a quantidade absurda de sentimentos que devia povoar a mente do pintor. Os traços marcantes, a pintura que parece sempre em movimento, as cenas bucólicas e os olhares tristes de suas figuras… Tudo nos leva a outro plano de vida.

Daí assistir o filme que chegou na Netflix foi o passo seguinte.

O grande lance do filme é que demorou anos para terminar já que foi feita animação em pinturas a óleo na mesma técnica do pintor, utilizando o trabalho de 125 pintores.

A história em si não segura a onda: um ano após a morte de Van Gogh, o filho do carteiro encontra uma carta do pintor que não foi enviada, assim o carteiro insiste com o filho para que este vá pessoalmente entregar a carta ao irmão de Van Gogh.

Primeiramente o moço reluta, mas aos poucos, ele vai compreendendo os últimos dias do gênio e se solidariza, investigando se Van Gogh realmente se suicidou.

De qualquer maneira, chega um ponto em que a história não se sustenta. O que vale mesmo é a técnica de animação que vai nos apresentando as mais de 800 pinturas que Van Gogh produziu ao longo de cerca dos 8 anos em que desenvolveu sua técnica.

Após ver de perto e me emocionar com os muitos quadros do artista, assistir o filme foi algo fora do padrão. Algo que não tem preço ou explicação.

Assista ao filme e se emocione também com a verve de um artista que tinha um mundo dentro de si.

No final do filme podemos ver o quanto a técnica foi bacana com as comparações entre os quadros e o filme na apresentação dos personagens.

Nota: 4,0

Abaixo fotos do Museu Van Gogh, na Museumplein em Amsterdam, sendo o projeto dos arquitetos Gerrit Rietveld, Joan van Dillen, Johan van Tricht. Reformado em 1999, projeto de  Kisho Kurokawa Architect and Associates. Mas para atender a grande demanda de visitantes, em 2015, foi construída uma nova entrada por Hans van Heeswijk Architect.

O Museu possui o maior acervo de Van Gogh, com cerca de 200 pinturas, 500 desenhos e 750 documentos escritos do artista, além de outras obras que o influenciaram, assim como artistas de sua época.

Momento emocionante é poder tocar a réplica de Os girassóis feita especialmente para os deficientes visuais, fora isso, não é possível tirar fotos. Abaixo algumas que consegui:

DSCN3795

Museu Van Gogh a esquerda, ao fundo o impressionante Rijskmuseum

DSCN3784
Entrada do Museu
DSCN4172
Vista interna da entrada do museu
DSCN4175
Uma das escadas espetaculares do anexo
DSCN4173
a paleta de Van Gogh – não sabia que não podia fotografar… agora já foi. 🙂
DSCN4174
A réplica que se pode fotografar e inclusive tocar… Feita para deficientes visuais poderem apreender a força e beleza que o gênio pintou.