O Lugar onde se curam corações partidos

Bridget Asher

Tradução: amanda Orlando

Editora Novo Conceito

Ribeirão Preto/SP  – 2017 – 1ª Edição

365 páginas

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Vamos falar de romance porque a vida pede leveza, certo?

Especialmente quando o verão está indo embora. 🙂

Mas… Então, quando quis comprar este livro pela capa linda, achei que se tratava de mais um romance bonitinho em que a mocinha viajava e descobria o amor entre os lindos campos de lavanda da Provence.

Só que não.

A personagem principal – Heidi – tem um filho, e ambos estão tentando viver sem a presença do marido e pai, que morreu dois anos antes. O que trouxe consequências, o menino agora tem dificuldades e toques de ansiedade e Heidi, uma excelente confeiteira, ainda tem dificuldades em para lidar com a realidade.

O início do livro nos leva a casa da irmã mais velha de Heidi, que está casando com um artista famoso, este já tem uma filha adolescente, que está dando trabalho ao casal.

Ao chegar ao casamento, refletindo sobre a vida, a saudade do marido e as dificuldades em demonstrar alegria, Heidi se depara com a mãe, nervosa e triste, pois aparentemente, a casa de verão da família foi destruída por um incêndio. A casa tem uma lenda de unir almas apaixonadas para sempre.

Após o casamento, Heidi, o filho e Charlotte, a enteada da irmã, acabam decidindo ir para Provence verificar o que aconteceu na casa e tentar reformá-la.

Mas calma, o grande lance do livro, não é a casa ou a viagem, mas sim, a história de amor que Heidi já viveu.

A autora insiste em mostrar detalhes do namoro e casamento da personagem. No começo achei meio chato, afinal tudo o que eu queria era saber da casa e da Provence e do novo amor que a “vida” reservava para Heidi.

Mas depois a gente entende. Afinal, ao chegar na casa, quando tudo começa a dar errado, vemos todos esses personagens sem conexão, lutando para deixar o passado para trás, tentando reformar a casa e a si mesmos.

Claro que logo aparecem mocinhos, e pessoas bacanas para movimentar a história. Mas estas pessoas da Provence também tem seus dramas a acrescentar. E não vou contar mais porque tem várias reviravoltas.

O livro é bonito e cativa aos poucos. A tristeza da personagem, suas angústias com o filho, sua insegurança em relação ao futuro, a relação que estabelece com a sobrinha postiça. Tudo trás uma ternura e profundidade suficiente para a história.

E mesmo depois, quando a mãe e a irmã vão encontrá-la, e as três retomam a cumplicidade perdida.

Bem, é um drama bem saboroso de se ler, e o final é uma graça.

Nota: 4,5

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