Patrick deWitt

Tradução: Marcelo Barbão

Editora Planeta do Brasil Ltda

São Paulo/SP  – 2017 – 2ª Edição

254 páginas

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Mais um da TAG Livros, este é o terceiro de 2017, e sim, estou atrasada horrores com os livros.

Como sempre, a TAG me faz sair da zona de conforto, pois este é um livro que eu jamais compraria. É um livro de faroeste, inspirado em livros que contam a história da corrida do ouro no Oeste norte-americano, e é daqueles que a gente demora a engrenar na leitura.

A edição sempre primorosa, em capa dura, com a borda em preto. Lindeza mesmo, o brinde é um saquinho de moedas, como os pagamentos que o Irmãos Sisters recebiam.

Resumo básico: o livros nos traz dois personagens centrais, irmãos e assassinos, que estão indo fazer um serviço para o big boss, matar um cara que roubou o chefão.

Charlie, o mais velho, se intitula o líder da operação, por ordem do chefão. Deixando Eli, o irmão mais novo, ressabiado.

Todo o livro é narrado por Eli, e ao longo da viagem, vamos tendo um panorama do país e da vida que levavam os norte-americanos no século XIX.

Mais do que fatos históricos, ou dados da vida das pessoas, o autor nos traz um raio-x dos tipos que habitavam o país, numa história que poderia acontecer em qualquer época ou lugar.

Temos os dois irmãos representando forças opostas, a maior parte do tempo, com Charlie como o cara mal, que mata rapidamente e sem culpa, e Eli, o gentil e generoso, que começa a duvidar da necessidade de matar.

Sua relação com os cavalos e com as pessoas que os dois encontram ao longo do caminho servem para reforçar esta dualidade. Para Charlie, os animais tem utilidade e ponto. Já Eli vai se familiarizando com o cavalo, e estreitando uma relação com o animal, tornando difícil uma posterior separação.

A principio, imaginamos que Charlie é o mais forte e competente, mas aos poucos, Eli vai ganhando estatura chegando ao final do livro como o homem forte da família.

Não achei um livro fácil, nem bonitinho. Não há muito de diversão também.

Mas acaba sendo um livro obrigatório por ser contemporâneo e atemporal ao mesmo tempo.

Minha nota: 3, porque é uma leitura difícil e pouco recomendada para iniciantes.