O primeiro é de 2011 – Direção: John Requa, Glenn Ficarra
O segundo é de 2017 – Direção: Wayne Blair

Amor a Toda Prova

Porque eu só assisti esse filme agora? Que, aliás, está no Netflix… Por causa do filme abaixo:

dirty dancing 2017

Mas então, nesta saga de assistir filmes e mais filmes, achei este remake aí em um site, e fiquei tipo: como assim fizeram o remake do meu filme da adolescência e não tô sabendo?

Pois é.

Então fui dar uma pesquisada, e lançaram este filme em maio de 2017, só para TV em dois episódios e tals.

Assisti porque não resisto a um musical, e porque o moço é bonitinho e porque a mocinha é a linda da Abigail Breslin – a fofa de Pequena Miss Sunshine (atriz mais nova a ser indicada ao Oscar) e Três Vezes Amor.

Acho que remake costuma ser uma roubada, especialmente este que lançou Patrick Swayze como sex symbol. Vamos combinar que o filme não é lá aquelas coisas. Porque o Dirty Dancing de 1987 foi um sucesso internacional?

Vejamos: tem um cara gato, não apenas bonito, mas sexy, com uma cintura de bailarino espanhol, e ainda por cima dança de um jeito absolutamente másculo! Sério, quem foi o gênio que colocou este homem no filme?

Tem coreografias incríveis, e um cenário bucólico e tals, mas o grande lance é a garota. Sim, ela é divertida, inteligente e determinada, mas é comum, basiquinha mesmo. Primeira vez nos filmes do gênero. E depois disso, foram vários os filmes que escolheram a atriz “feinha” para o papel principal. Aliás, podemos falar horas sobre como o papel feminino foi mudando ao longo das últimas décadas, nos filmes de um modo geral, e na vida é claro… 🙂

Ela é a menina que nem passa batom, mas conquista o cara descolado e gato, mais velho e muito experiente. Fala sério! Sonho de 10 entre 10 adolescentes da década de 80. Ou talvez de todas as décadas passadas, não sei.

No remake, temos o dançarino gatinho, com um corpo uh-la-lá, mas que não impõe aquele respeito Patrick-Swayze-de-ser, pobre rapaz. Apesar dos lindos olhos azuis.

A adorável Baby de Abigail Breslin é fofa e divertida e tals, mas sem química com bonitão em questão. Parece só a amiga mais nova. E vamos combinar que a gente quer ver sedução, a mesma que havia entre Jennifer Grey e Patrick.

Ponto alto para uma melhor interpretação da irmã e da mãe de Baby que expõem mazelas da sociedade patriarcal de então. Os atores cantam a maioria das musicas do filme. Nicole Scherzinger – ex-namorada do piloto Louis Hamilton, e ex-Pussycat Dolls, interpreta a parceira de dança do Johnny – personagem principal, e olha que me surpreendeu.

O problema é que o ator principal é excelente dançarino mas péssimo ator, e a nova Baby não aprende de fato a dançar, nem seduz de verdade, então fica tudo… Morno.

Na boa, antes o original. Nota 2 pro remake.

Aí bateu aquele saudosismo e fiquei pesquisando cenas do original pelo You tube e me deparei com uma cena do Amor a Toda Prova, com Ryan Goslin e Emma Stone, onde ele explica que consegue fazer aquela pegada famosa do Dirty Dancing em que segura a mocinha lá em cima, e por isso consegue transar com a mulherada. Emma Stone não acredita e os dois fazem o tal salto.

Só por esta cena, já valeria o filme, mas te garanto, a cena completa dos dois é impagável. E o melhor, foi uma improvisação do ator, que afirmou fazer isso quando mais novo.

Enfim, fui assistir o filme e olha! Vale muito a pena. Nota 4.

Amor a Toda Prova está recheado de bons atores a começar pelos principais: Steve Carrel e Julianne Moore, aquele casal na meia-idade que está com o casamento em crise. Melhor dizendo, ela está em crise, porque pede o divórcio nos primeiros minutos do filme e ele fica, simplesmente, passado.

Vai pro bar beber e depois de infernizar todo mundo com o papo chato de bêbado corno, acaba sendo abordado por Ryan Goslin, o mulherengo profissional, que decide ajudá-lo a sair da fossa.

Sim, os primeiros 20 minutos do filme são mais-ou-menos, mas temos o Steve Carrel sendo o cara basiquinho que não sabe lidar com mulheres, e por isso mesmo, fofo. Julianne Moore sendo linda e incrível. Ryan Goslin e Emma Stone deliciosos juntos.

Ah! Tem Kevin Bacon, infelizmente não muito explorado, como colega de trabalho de Julianne Moore.

E sim, temos o filho mais velho do casal, Jonah Bobo, que rouba a cena interpretando um garoto de 13 anos loucamente apaixonado pela baby-sitter de 17.

Tem Marisa Tomei, fazendo o mesmo papel de sempre, simpática, meio louca, meio neurótica. Muito tarada. Uma pena, porque gosto demais dessa atriz.

Depois de uma meia hora de filme não consegui segurar as risadas, do tipo gargalhadas mesmo. Porque o filme sai do dramalhão marido traído, e do romance água com açúcar garoto-conhece-garota, e vai se amarrando entre os personagens de uma forma muito, mas muito divertida.

Assista sem compromisso! 🙂