Produção exclusiva da Netflix com a Marvel.

1ª Temporada – estreou em 17 de março de 2017.

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Mais um que só assisti para chegar aos Defensores.

Devo dizer que foi uma das séries mais criticadas, das quatro até então.

E por vários motivos, alguns por conta dos gibis, que não sei porque não li. Mas vamos lá.

O menino Danny é rico, lindo e fofo, tem uma melhor amiga querida, e um carinha chato que o perturba, irmão mais velho da amiguinha.

Ambos filhos do melhor amigo do pai. O pai e a mãe são geniais, e tem uma mega empresa bilionária e tudo e tals.

Em uma viagem de avião, ocorre um acidente e aparentemente os pais e o menino morrem, a empresa fica para o melhor amigo e filhos.

Mas o menino não morre e é salvo por uns monges, some por uns quinze anos e volta para Nova York todo místico e cheio de movimentos de artes marciais e tals.

A estória poderia render bons frutos porém não decola muito até mais pro fim. Todo o lance místico é meio deixado de lado, e por isso perde pontos com os fãs do gibi. Segundo li, o cartoon é bem voltado para o misticismo e como as lutas marciais vem mais um treinamento espiritual do que tudo o mais.

Enfim. Achei também que foi difícil para o ator e diretores acharem o tom do personagem.

No início, Danny parece um garotinho perdido, literalmente descalço em Nova York, tentando convencer a todos de que é o Danny perdido no acidente de avião. Aí ele tem uns lances psicológicos, porque quando lembra do acidente têm uns tilts…

Crédulo, ele acredita que os antigos amigos continuam… Amigos. Só que não. Em paralelo faz amizade com uma mocinha que ensina artes marciais, que também tem um segredo. Aliás, ele descobre que o pai dos amiguinhos também já morreu, de câncer.

Em paralelo, algo de podre acontece no reino… Quer dizer, na cidade de Nova York. O Tentáculo, que já tínhamos visto em Demolidor, aparece com força aqui. E Danny acaba atravessando o caminho deles.

Os vilões logo se apresentam, mas se você acha que é o irmão mais velho… Bom, nem tanto assim. O vilão de verdade nem é legal, ou charmoso, ou péssimo de dar risada, ele é ruim mesmo, o primeiro que realmente não gostei. A mocinha Colleen foi uma aposta sensacional já que domina as cenas de ação e lutas em geral.

O problema é o personagem principal. Também é o primeiro que não tem dúvidas, ele tem um poder e o utiliza para salvar a si mesmo e as pessoas, porém se perde precisando provar que é o verdadeiro Daniel Rand, depois para provar que cresceu e pode cuidar da própria herança – ele é bilionário. E, finalmente, que pode lidar com o próprio poder E a herança E a organização do mal – Tentáculo.

Além disso, ele se envolve com Colleen.

Os diálogos são fracos e não ajudam a criar empatia com os personagens. Com exceção de Colleen, e do irmão mais velho Ward, ambos tem um desenvolvimento excelente na trama, principalmente o último.

O elo de ligação com os demais heróis é Claire, que treina com Colleen. E a advogada que contratava Jessica Jones, ambas circulando e conectando os pontos em aberto.

Na boa, a série poderia render muito mais se nosso herói não fosse tão menininho.

Gostei porque ele – Finn Jones – é bonito e tem um corpo incrível… hahah.

Mas vamos combinar, as cenas de luta poderiam ser melhor elaboradas. Aliás, nas quatro séries, toda essa parte das cenas de ação fica meio mambembe. Merecia um tratamento melhor.

Porém, para se chegar aos Defensores você tem que passar pelas quatro séries, inclusive, o final de Punho de Ferro é justamente o link para o início de Defensores.

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