Produção exclusiva da Netflix com a Marvel.

1ª Temporada – estreou em 28 de setembro de 2016.

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Estrelada por Mike Colter, a série começa justamente a partir do final de Jessica Jones, então vai ser difícil conter os spoilers.

Mas vamos aos aspectos visuais e sonoros antes de falar do enredo.

Foi nesta série que percebi o quanto a Netflix é cuidadosa com suas produções. Quer dizer, claro que já havia percebido, mas sempre me surpreendo. Qualquer um pode ler na internet sobre como esta série, que se passa no Harlem, em Nova York.

Bairro histórico com moradores famosos que lutaram contra o racismo. Também conhecido pela violência e etc e tal. Também tem os músicos que fizeram história por lá e tudo o mais.

Na verdade, a ideia dos produtores era transformar a cidade em um personagem a parte, afinal, estamos falando de Nova York. Não achei que a solução final foi muito feliz no Demolidor e em Jessica Jones, mas aqui, há uma clima maior e melhor. Não que seja sensacional, mas toda a bagagem cultural do bairro ajuda bem.

Outro ponto que só percebi em Luke Cage, foi a tonalidade geral das filmagens. Repare bem: tudo tende para o amarelo, desde as luzes dos postes até as roupas e letreiros. Para quem não leu os gibis (eu mesma!) fica difícil entender. Até ver as imagens no Google… O personagem aparece de amarelo. Aaaaaah tá! Assim como o Demolidor usa uma roupa vermelha, e Jessica Jones está, na maior parte do tempo, de azul e preto.

O lance das cores é genial para depois, mas antes tem o Punho de Ferro, em tons de verde. Porque em Defensores, as quatro cores se unem, desde a abertura até o visual geral.

Achei essa sacada genial, pois mesmo que a história seja meio lenta e chatinha, todo o contexto e a produção compensam.

Aqui no do Luke Cage, além do visual e cores, tem a música!!! Sensacional, atenção para as apresentações no Club dos vilões. A cultura afro norte-americana, seu orgulho, suas cores e batalhas estão todas lá, em paralelo aos dilemas do herói que está escondido, fugindo da prisão. Excelentes apresentações musicais, tanto mais antigas quanto recentes sucessos, são um aperitivo refinado a parte.

Bom, vamos ao enredo, e atenção, vão rolar spoilers a partir de agora.

Achei lento, talvez por não curtir muito o tal Luke, cheio de dramas existenciais e sofrências… Haja paciência. Já não vimos tudo isso com o advogado e a a Jessica? Pelo amor, vamos salvar as pessoas, por favor? Na verdade, é nesse momento que a gente se dá conta, os quatro seriados são prelúdio para o grande encontro dos Defensores.

Então temos uns flash-backs da história pessoal de Luke em paralelo aos dias atuais. Luke foge da policia e ao mesmo tempo, temos os vilões tentando controlar o Harlem e ganhar dinheiro e vender drogas e ter poder, blá blá blá. E lá atrás, Luke na prisão, conhecendo a esposa (que posteriormente é assassinada pela Jessica), e como ele ganhou os super poderes.

Vou falar que os vilões são excelentes, especialmente um capanga de óculos escuros, por quem me apaixonei. Espero que ele apareça na próxima temporada. 🙂 Adoro os mauzinhos bem vestidos e misteriosos. hahaha

O elo de ligação entre Demolidor e Jessica Jones com Luke está na enfermeira Claire, que volta para o Harlem, para fugir da loucura de Hell’s Kitchen, e se enrola com Luke. Atenção para a mãe da Claire – nossa Sonia Braga!

Que mais!? O bacana é que, quando você acha que os vilões já perderam a graça, e ainda está na metade da temporada, bum! Algo realmente novo acontece. Como dizem, o que move a vida dos heróis bobinhos, são estes vilões sensacionais.

Não tem jeito, para seguir com os Defensores, tem que passar pelo Luke Cage! 😉

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