Mary Alice Monroe

Tradução: Therezinha Monteiro Deutsch

Editora Nova Cultural

São Paulo/SP  – 2002 – 1ª Edição

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Você acha para comprar no Mercado Livre ou na Estante Virtual.

A edição é bem simples e pobre, pois é desses romances que você compra em banca de jornal, e não se engane pois tem sim o romance da mocinha com o bonitão, porém o livro surpreende e é muito mais do que isso, desde a primeira página.

Cara é uma moça amargurada que fugiu de casa aos 18 anos, e se afastou de tudo o que era conhecido, porém guarda as mágoas do que sofreu e da família que a abandonou, por assim dizer.

Ao ser demitida no dia do seu aniversário, e se decepcionar com o namorado, que sabia da demissão e mesmo assim, não a avisou e ainda viajou naquele dia, Cara chega em casa e se depara com as flores que a mãe havia mandado, além de um convite da mesma, para que retornasse à casa de praia da família e a ajudasse… Sem mais detalhes.

Cara não pensa duas vezes e pega estrada rumo à Carolina do Sul, na praia mais ao sul dos Estados Unidos.

A história é toda sobre um retorno ao lar e um reencontro com os fantasmas do passado.

Em paralelo, ao final de cada capítulo temos algum detalhe sobre a caretta, tartaruga que põe os ovos justamente em frente à casa de praia, e logo aprendemos que a relação das tartarugas com Cara é simbiótica, já que seu nome completo é justamente Caretta, e sua mãe é uma das protetoras de tartarugas da ilha.

Cara também reencontra um antigo colega de escola, o garoto-mais-popular-e-bonitão, que é um biólogo tranquilo, com problemas no passado, e os dois iniciam um romance um tanto conturbado, já que Cara tem que enfrentar vários problemas, como a relação com a mãe e sua velhice, o irmão com sua família, assim como todos os amigos que moram na ilha.

O livro, mais do que um romance banal, nos traz uma viagem ao passado de Cara, e também uma evolução, em que Cara se vê enfrentando todas as mágoas antigas, e como a doçura da mãe, e o sol da ilha, vão levando a moça a se perdoar e a se reencontrar.

Surpreende a maneira como a autora não banaliza as situações, e temos um encontro com a cultura do sul dos Estados Unidos, meio em um clima E O Vento Levou, ainda que nos dias atuais. Mais para fim temos o contato com a época dos furacões e como as pessoas se preparam para este evento assustador.

Um livro agridoce ao mesmo tempo que realista. Pois trata de situações atuais e atemporais, como dor, solidão, tristeza, e amor.

Vale a pena a viagem.

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