Diana Gabalton

Tradução: Geni Hirata

Editora Saída de Emergência Brasil

Rio de Janeiro/RJ  – 2014 – 1ª Edição

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O lugar mais barato hoje para comprá-lo é no Ponto Frio.

Este livro é a continuação do Outlander – A Viajante do Tempo, do qual falei aqui. Então se não curte spoilers, pare agora! 🙂 Porque vou precisar falar do final do primeiro livro para comentar sobre este!

Também é um livro enorme – 935 páginas! – e tem muita história, muitas referencias à história da Escócia e da França, então prepare-se! Mas, apesar de extremamente longo, o livro te prende entre passado e futuro. Então super recomendo. A partir do próximo paragrafo, vou começar com os spoilers de verdade. Atenção!

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No primeiro livro, temos uma Claire recém-casada atravessando um portal e indo parar na Escócia de 1743, lá ela se envolve com clãs, guerra, e outras mazelas, mas principalmente, conhece e se casa (apesar de já casada no futuro com o inglês Frank Randall) com o escocês Jamie, e vive com ele um grande amor.

Este escocês é objeto de desejo do oficial inglês Jack Randall – parente do primeiro marido de Claire, aquele que está no futuro, e não sabe de nada. Este oficial inglês faz Jamie passar por maus bocados, e é Claire quem salva o seu grande amor.

O livro 1 chega ao final com Claire e Jamie se escondendo em um mosteiro para que Jamie se recupere dos traumas físicos e psicológicos, enquanto Claire decide para onde ambos vão fugir.

O livro 2 começa de modo absurdo, num suspense louco. Claire está de volta ao futuro, só que vinte anos mais velha. E também está de volta à Escócia. O marido do futuro (Frank Randall) acabou de morrer, e ela tem uma filha ruiva como Jamie. Mas cadê o Jamie? E, o principal, como e porque ela voltou para o tempo futuro?

A autora acrescenta aí um elemento muito interessante para nos fazer ler o livrão, intercalando este tempo futuro, onde uma Claire saudosa e maternal tenta falar a verdade para a filha Brianna, enquanto descobre o que aconteceu com o amado Jamie, no passado.

Em paralelo, temos Claire e Jamie ainda no ano de 1744, viajando para a França e tentando impedir o Rei Luis XV de patrocinar o levante dos jacobitas para colocar Charles Stuart no trono inglês. Sim, eu sei, o que importa tudo isso para nós nos dias de hoje? A gente mal sabe sobre a história do Brasil e a Guerra dos Canudos, por exemplo.

O grande lance do livro, apesar de contar fatos sobre a história da França e do Reino Unido, e que são pano de fundo para o romance de Claire e Jamie, é que no meio do romance existe o mais legal, que é o retrato de uma época muito bacana da história, onde roupas, costumes e locais são revisitados por alguém do mundo contemporâneo.. Tudo bem, Claire vem da década de 40 mas ainda assim.

Nem preciso dizer que a autora mantem o suspense até o fim. Pois neste tal levante – a Batalha de Culloden – morreram vários chefes de clãs escoceses, e Jamie estava entre eles. Então…

Então, no final do livro temos a surpresa final, e aí teremos que ler o terceiro livro da série, que foi dividido em duas partes. Ambos estão lá na minha “prateleira de livros para ler em 2017”! 🙂

Vamos acreditar nisso, já que ainda tenho meio ano para chegar nesses meninos! 🙂

Acho o livro muito bacana pela pesquisa histórica do modo-de-viver, que quase nunca lemos nos livros de história, afinal de que adianta saber nomes de generais, ou datas das batalhas, se não entendemos como as pessoas daquela época pensavam e viviam, quais eram os alimentos, remédios, e o cotidiano? Em Outlander temos um vislumbre disso, e para completar um casal muito charmoso e apaixonado.

Vale a leitura! 😉