Contos – vencedor do Prêmio Pulitzer.

Jhumpa Lahiri 

Tradução: José Rubens Siqueira

Editora Biblioteca Azul / Globo

São Paulo/SP  – 2014 – 1ª Edição

DSCN0639.JPG

Conheci esta autora pela Tag – com o livro de fevereiro, do qual já falei aqui.

Então quando a lojinha da Tag ofereceu o primeiro livro da moça (que venceu o premio e tal) num precinho bão, corri comprar.

Histórias contemporâneas da Índia passam pela pobreza, pelo desencontro com a cultura ocidental e pela eterna saudade do país de origem e familiares e costumes.

Ando lendo muito sobre isto, já que é o terceiro livro sobre a Índia que leio em um intervalo de 3 meses. Mas que posso dizer? Esta cultura tão colorida e densa me atrai imensamente.

O que falar do livro? São nove contos, que falam de indianos que foram para os Estados Unidos, como os pais da autora. Ou é o personagem narrando o conto que está em contato com alguém deste país.

Não há outra palavra a dizer, cada conto nos deixa uma sensação agridoce. Com histórias fechadas em si, não há espaço para diálogos ou filosofias baratas.

Cada um deles nos traz algo de valor e crença pessoal, sem dó. Sem “ué, cade o resto?”.

Jhumpa é ousada e se utiliza dos mais diversos tipos de personagens para contar os eventos. Tem seu personagem principal/narrador em uma mulher solteira, ou um homem casado, ou velho, ou é uma garotinha. Não há entrelaçamento entre os contos e por isso mesmo, a leitura corre solta, pois nos instiga a saber mais.

Mesmo sabendo que haverá uma dose forte de tristeza em algum momento.

Ela escreve sobre o cotidiano, as pequenas dores e dissabores do dia-a-dia. Assim como aqueles sorrisos quase discretos. Aquelas alegrias que pertencem apenas àqueles que convivem conosco. O conto que dá nome ao livro é primordial para nos mostrar como é o diálogo entre os que ficaram na Índia e os que emigraram. A doçura e inocência do “intérprete”, mesmo para um homem vivido, em contato com uma bela mulher que lhe dá atenção.

Não é o que todos queremos? Carinho e atenção?

E aí, a gente vai se enxergando naqueles personagens, mesmo que totalmente diferentes culturalmente, o quanto os sentimentos de solidão, saudade, inadequação, paixão, fome de viver e curiosidade são universais.

Um livro para se saborear como somente os bons livros sabem ser.

Não apenas recomendo a leitura. Recomendo ler, reler, ler de novo.

Aprender e apreender significados ocultos em cada frase, até o final. 😉