Saroo Brierley com Larry Buttrose

Tradução: Evandro Ferreira e Silva

Editora Record

Rio de Janeiro/RJ – 2017 – 1ª Edição

DSCN9920.JPG

Tem na Livraria Cultura!

O livro inspirou o filme “Lion: uma jornada para casa” com Dev Patel, o mesmo mocinho do “Quem quer ser milionário?”

A estagiária do escritório indicou o filme, e nas minhas andanças vi o livro e achei mais interessante ler antes de assistir.

Sinopse: um garoto de apenas 5 anos se perde na malha ferroviária da Índia, na década de 80. É adotado por um casal australiano, e muitos anos depois, com ajuda do Google Earth, consegue reencontrar a família.

Demais né? Pois é!

Quem escreve o livro é o próprio. E, apesar de ser fininho, a história toda demora a desenrolar, porque ele vai contanto todos os fatos a partir das lembranças de garotinho.

Todos os perrengues que passou, sendo que fome era bobagem, já estava acostumado com isso em casa mesmo. O pai saiu de casa e eram a mãe e os irmãos mais velhos quem sustentavam a casa, muito mal é claro, devido à pobreza local.

O curioso é que, conforme ele vai contando, a gente vai pensando, aconteceu mesmo! Que loucura! Como ninguém percebeu?  E aí ele explica da pobreza, da cultura, do que ele lembra, e de como se livrou de quase morrer ou se perder inúmeras vezes.

Também explica muito calmamente a relação com os pais adotivos e tudo que foi vivendo e aprendendo com eles. E como, somente aos vinte e tantos anos, passou a ter mais contato com indianos e começou a usar o Google Earth.

Também conta como acabou perdendo um tempão tentando achar as referencias da cidade e do caminho que havia feito, de um passado meio nebuloso, do garotinho que mal sabia falar. Enfim, ele acha a cidadezinha de onde veio, e vai lá e enfim.

Uma história agridoce e fofa e daquelas que parecem filme mesmo, porque tanta coisa podia ter dado errado, ou uma curvinha que ele tivesse feito diferente e teria morrido ou vivido uma história totalmente diferente.

Tem fotos, mapas e muita informação sobre como foi que ele descobriu tudo.

Quanto ao filme, ainda não assisti, e vai estar no Netflix no final de maio, então talvez eu até atualize este post. Quem assistiu me disse que esperava um típico filme de Bollywood, cheio de cores, alegria e música, e que este filme é bem lento e melancólico.

Veremos!

Quanto ao livro, penso que vale a leitura para saber detalhes mais vívidos, mas para os que não curtem muito ler, melhor ir direto para o filme. 😉

Anúncios