Javier Sierra

Tradução: Sandra Martha Dolinsky

Editora Planeta

São Paulo/SP – 2014– 1ª Edição

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Todos os livros que falam de possíveis conspirações no período da Renascença me interessam. Sim, são ficção, mas a maioria dos autores tenta descrever locais, fatos históricos e analises das obras de arte com alguma acuidade.

Assim a gente vai aprendendo um pouco sobre este período tão rico da nossa história. Claro que temos que ter cuidado, afinal, por ser ficção, muitos dos fatos históricos acabam distorcidos para fazer valer a história em questão.

Este livro vale por falar da última ceia de Leonardo da Vinci, a famosa ceia pintada na parede do refeitório do Convento e Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão.

Toda a história é contada em primeira pessoa por um inquisidor da Igreja Católica que, após ter acesso a cartas anonimas vai investigar Leonardo e sua pintura, acusada de herege. As cartas sugerem que há um significado oculto na pintura da Última Ceia, e o inquisidor se dirige à Milão e vai contando tudo o que descobre.

E aí o legal é que temos um Leonardo muito real e divertido convivendo com os padres, e com o inquisidor, assim como com os ajudantes do momento.

Ele não esconde em nenhum momento que a pintura tem um segredo. Que só precisamos contar e prestar atenção, pois está bem diante de nossos olhos.

A leitura é fascinante pois é claro que também queremos descobrir o grande segredo da simbologia colocada nesta pintura tão famosa. Temos uma reprodução do quadro com os nomes dos apóstolos, o que ajuda muito, pois durante o livro vamos tendo descrições surreais de como a pintura foi feita, quem foram os modelos, e assim por diante.

O suspense em torno do inquisidor e de mortes que vão ocorrendo, também trazem bastante interesse pelo livro.

Super recomendo, e o mais legal, no final do livro temos breves biografias de todas as personagens do livro que de fato existiram, tornando o livro ainda mais saboroso.

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