Lucinda Riley

Tradução: Viviane Diniz

Editora Arqueiro

São Paulo/SP – 2016– 1ª Edição

as7irmas

Tá em promoção nas americanas!

Depois de ler um livro pesadão como “As Irmãs Romanov” (vide post anterior), decidi ler um romance levinho e fácil… Só que não.

Lucinda Riley é aquele tipo de autora que escreve uma história dentro da história. É.

Já tinha lido um livro dela – A Casa das Orquídeas – que tem o mesmo esquema, e gostei bem.

Esse aí comprei naquelas… Vou explicar: a sinopse fala de uma família de garotas adotadas por um milionário. Aí pensei, certo, sete irmãs – sete livros, muito bem, mais uma série interminável. Então vou ler o primeiro, ver no que dá, se valer a pena compro os próximos.

Como eu sou bobinha, né não? É óbvio que vou ler os próximos, nem que seja para falar que não prestam. O detalhe é que, até o momento, só os três primeiros foram publicados.

Bom, vamos ao livro, a história das irmãs tem um apelo especial para mim: o paralelo que a autora faz é com um aglomerado de estrelas – das Plêiades – que fazem parte da constelação de Touro, visíveis nos dois hemisférios.

Existem lendas sobre estas bonitas em todo mundo e em várias culturas. A autora se apega à mitologia grega – que amo, e que dá nome às estrelas. Na verdade, as estrelas mais brilhantes recebem o nome das sete filhas de Atlas e Plêione. Uma delas fica invisível a olho nu, em alguns períodos do ano.

Sendo assim, a autora segue o mito grego das filhas de Atlas. Onde algumas tiveram relacionamentos com Zeus, outras sofreram outros dramas, e assim vai.

O primeiro livro trata da irmã mais velha – Maia – a primeira a ser adotada. Ela volta para casa ao saber que o pai adotivo morreu. Assim, ela, a governanta e a cozinheira da casa vão chamando as demais irmãs – 5 ao todo, já que sua sexta irmã nunca foi encontrada. Logo elas descobrem que o pai deixou um testamento e cartas que revelam o passado de cada uma.

Maia, desesperada para fugir de uma situação do passado recente, pega a carta e vai para o Brasil, atrás da sua história.

No Brasil, ela se encontra com um escritor já conhecido, e com quem ela se corresponde (é tradutora). E o moço – Floriano – vai ajudá-la no processo de busca do seu passado.

É assim que Maia se vê as voltas com a história de sua antepassada Isabela. A partir deste ponto, teremos duas histórias em paralelo: de Maia que continua na busca de informações, e de Isabela.

O livro é longo sem ser cansativo. E as histórias são bonitas, de ambas. Então sim, já providenciei os dois livros seguintes porque estavam em promoção, inclusive.

Mas não é obrigatória a leitura de todos, acho. Até o momento, apesar de falar das irmãs e tudo o mais, a história de Maia funciona de forma independente e é bem bonita e bem amarrada. Mas é claro que algumas questões ficam em aberto, então vamos torcer pelo desenrolar das demais irmãs.

Recomendo por se tratar de um bom romance histórico – de Isabela – e pelo apelo astronômico e mitológico, de Maia.

É claro que existem alguns itens que me incomodaram um pouco, como os nomes dos personagens brasileiros, que mostram bem que a autora não é tão familiarizada assim com nossa cultura, e algumas outras informações são meio fantasiosas, mas ainda assim, não é nada que destrua a história.