Kristin Hannah

Tradução: Flávia Souto Maior

Editora Arqueiro

Rio de Janeiro/RJ – 2016

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Continuando sobre histórias familiares: este livro é lindo e triste de marré deci.

Sinopse básica: conta a vida de três irmãs, logo após a morte da mãe, e de seu pai.

E de como a frieza deste pai fez as três meninas se unirem em um amor incondicional, buscando apoio entre si nos momentos mais importantes da vida de cada uma.

Fofo? Parece né? Só que não.

O livro traz uma história forte, onde o amor das irmãs é posto a prova o tempo todo, nem tanto por elementos estranhos, mas entre elas mesmo.

Há inveja, comodismo e também falta de empatia. As irmãs crescem com uma certa competição entre si, por causa do pai. E a mais velha se coloca no papel de porto-seguro, tentando ganhar a aprovação deste pai ausente, enquanto se afasta cada vez mais da vida no rancho da família.

A irmã mais nova, parece não ver o que acontece ao redor e leva a vida sorrindo, acreditando que tudo dará sempre certo. A do meio fica pulando de um lado para outro, tentando acertar as contas entre as três.

As coisas se complicam quando o melhor amigo de Winona (a mais velha) e também sua grande paixão, se apaixona pela caçula Vivi Ann, que não sabe de nada e vive para seus cavalos e para o rancho.

Chegam a ficar noivos, para desespero de Winona e consternação da Aurora (a do meio), única confidente de Winona. Mas aparece um mestiço na região, um homão que simplesmente alucina Vivi Ann, e  aí ela larga tudo para ficar com ele.

Hummm. Rola briga para tudo que é lado. Mas Vivi Ann não quer saber, fica com o moço.

Aí desastres acontecem e a família praticamente se separa. Passam-se muitos anos até haver um pouco de paz, e as irmãs tentarem reconectar o elo de amor e camaradagem entre si.

Acho que o grande lance do livro é justamente o tempo. Começa quando as três são meninas, e vai indo até elas ficarem bem mais velhas. E isso nos leva a entender algo que usualmente nos escapa.

Nós também temos uma vida completa, cheia de bons e maus sentimentos, inclusive por pessoas próximas, porém os anos vão passando e a gente vai evoluindo, aprende a se perdoar, e a compreender os outros também.

Vem a aceitação, e sobra o amor, o grande amor por estas pessoas que te conhecem desde pequenina.

O livro vale muito a pena para quem tem paciência e quer ler algo que não seja apenas romance de mocinho-encontra-mocinha-vivem-felizes-para-sempre. Mas também uma história de vida. Mesmo que de mentirinha.

E sim, tem encontro de casais que se apaixonam e a gente torce para dar certo porque neh? Precisamos de todos os tipos de amor nesta vida: entre irmãos, entre casais, com os filhos e o que mais houver.

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