Nina George

Tradução: Petê Rissatti

Editora Record

Rio de Janeiro/RJ – 2016 – 2ª Edição

Compre aqui ó: Submarino

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Ninguém pode adivinhar porque comprei este livro: tem livraria, tem magia, tem Paris. Ah, tá!  😀 😀 😀

Fazia tempo que eu pegava um livro para ler e também o bloquinho para anotar as frases mais interessantes. E esse, que li em apenas um dia, tem tanta coisa para anotar que praticamente copiaria o livro…

Vamos lá: a tal livraria mágica é um barco-livraria ancorado no Sena (Paris) e pertence a um cara, que está na faixa dos 50 anos, e vive sozinho. Não quer sentir, não quer lembrar. Ajuda os vizinhos mas não interage com eles. Na livraria não vende o que as pessoas vão comprar, mas sim o que ele entende que a pessoa precisa ler (um lance meio mágico).

Por conta de pedidos especiais da zeladora, e de uma nova vizinha que vive uma separação horrível, nosso livreiro se vê obrigado a enfrentar o passado, e a dor de ter sido abandonado pela mulher de sua vida.

Assim, ele parte em busca de redenção, e para ficar frente a frente com seu passado. Assim, sem mais nem menos, liga o barco, puxa a ancora e vai! Por companhia, os livros, dois gatos, e um jovem escritor que está com bloqueio artístico.

Juntos, seguem pelos rios da França em direção ao Mediterrâneo.

O livro tem assim tudo que quero viver, escrever, aprender e sonhar. Entendeu? Não?

Não bastasse, o livro tem frases perfeitas para postar no Facebook. 🙂

Tipo: “quando uma geração parar de pensar nas próximas, este lugar será destruído”. Ou “a leitura deixa as pessoas insolentes”. Ou ainda, “a liberdade é a perda da segurança”, essa já usei no Drops, inclusive.

Tem filosofia, um pouquinho de romance, mas o foco mesmo é na relação do livreiro consigo mesmo, sua libertação da dor, suas relações com o escritor e as pessoas que vai conhecendo pelo caminho.

Tem poesia em vários momentos especiais: como na lembrança da amada, em que ela diz: viemos das estrelas, nos encontramos porque a luz da minha estrela é a mesma da sua. Brilhamos igual… Coisa mais linda de ler e de imaginar.

As descrições da França rural também são delicadas e nem um pouco cansativas, dá vontade de comprar uma passagem e ir embora pra lá! Conhecer cada canal e cada eclusa pelas quais os personagens passam.

A história se passa no verão, então temos dias quentes, e cada por do sol especial é descrito com aquele amor poético, pouco visto na literatura contemporânea.

Enfim, dizer que amei o livro é pouco.

Delicado, triste e feliz, memorável. É daqueles livros para se reler vezes sem conta.

Para entender que a vida é curta e ficar num trabalho ruim, conviver com pessoas neuróticas, e nunca sair do lugar é péssimo para sua saúde mental.

Precisamos sair da nossa zona de conforto e parar de aceitar o que não está bom, por medo de tudo piorar.

A vida é mais do que comer trabalhar dormir e começar de novo.

Suspiros.

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