Nikos Kazantzákis

Tradução: Marisa Ribeiro Donatiello, Silvia Ricardino

Editora Grua Livros

São Paulo/SP – 2011

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Minha primeira experiencia com a TAG Livros foi e está sendo emocionante.

Eu já seguia a pagina no Facebook mas não prestava muita atenção. Até que em dezembro fui ler e entender como funcionava, enlouqueci!

É um clube de livros, onde você paga uma mensalidade (super acessível), e todo mês recebe um livro surpresa. Até aí nada demais, certo? Errado! Só quem ama livros pode entender.

Além do mais, você pode pensar que não vale a pena pagar uma grana para receber um único livro, que você nem sabe qual é.

As vantagens:

  1. o livro é indicado por um curador, usualmente famoso, esse que vou falar daqui a pouco, foi indicado pelo verdadeiro Patch Adams. Sim, o cara que inspirou o filme com o Robin Williams.
  2. Vem uma revista exclusiva falando do livro, do curador e de curiosidades sobre ambos, além das novidades do país do autor…
  3. Vem um brinde exclusivo, o deste mês foi um calendário de super qualidade, com datas importantes para a literatura.
  4. O livro vem em um box especial com marcador também exclusivo!
  5. O livro! Ah! O livro vem na melhor edição já feita no Brasil, com capa dura, e papel bonito e tudo e tals… Não vou falar agora qual o livro, mas a edição de fevereiro foi feita especialmente para os assinantes da TAG e vem com uma dedicatória especial do autor. (suspiros)

Apesar da ansiedade pela chegada do livro, o atendimento do pessoal da TAG é excelente, sempre gentis e acessíveis. Bom, só pra dizer que estou amando a experiencia mesmo.

Vamos para a pequena maravilha de janeiro!

Trata-se do livro que inspirou o filme da década de 60 – Zorba, o Grego.

E vou falar, livrinho difícil! Porque é super filosófico, e tem umas situações estranhas que temos que pensar como na época, sem ter vivido, e num lugar sem ter conhecido… Tudo para apreender o que está acontecendo.

Em termos de enredo, não é nada demais: um grego intelectual vai para Creta trabalhar com mineração, no caminho conhece Zórbas, que procura trabalho justamente com mineração.

O intelectual contrata Zórbas e ambos se tornam amigos. Todas as noites sentam na praia e comem e conversam e discorrem sobre vida, morte, Deus, mulheres, e música.

Há personagens secundários: a dona da pensão, que se envolve com Zórbas, e a jovem viúva do povoado… Zórbas passa metade do livro convencendo o patrão a ter algo com a moça…

Mas como eu disse, o livro parece um filme francês, nada acontece… Muita conversa… De repente alguém morre, ou tem um almoço em que conseguimos visualizar as conversas e os estereótipos de qualquer cidade pequena. Mais conversa.

Parece bobo e superficial. Mas tem momentos de grande tristeza, e também de boas risadas.

E tem muito o que se pensar. Muito o que interagir com o livro. Conversar com Zórbas, rebater suas idéias, ouvi-lo tocar o santir, dançar sua dança feliz.

É preciso se libertar para entender o que é a vida e a morte, e antes desta última chegar, como achar seu lugar no mundo. E viver!

Super recomendo o livro, a TAG e a dança! 🙂