Mark Split

Tradução: Santiago Nazarian

Edito Benvirá

2010

foto minha mesmo..com iphone 5s
foto minha mesmo..com iphone 5s

Fui a exposição que está acontecendo no MIS São Paulo, que aliás veio direto de Londres para o Brasil.

Vale super a pena para quem curte rock e Bowie e anos 70 / 80 / 90.

Mas vamos falar do livro, o escritor é um jornalista de rock que também fã de Bowie portanto temos algo um tanto subjetivo no livro, o que acho ótimo, porque não queria mesmo um relato frio e cruel do nosso camaleão.

Confesso que demorou um pouco pra engrenar na leitura porque realmente conta todo o começo da história do moço, que diga-se de passagem, não foi fácil.

A partir daí se entende muita coisa, a frieza da família, o meio irmão doente. Todos os contatos e relacionamentos antes da fama. E também algumas pessoas que circulam em volta de Bowie, que não entendi bem porque não ficou muito claro.

O interessante é que não é uma biografia que fala unica e tão somente da vida pregressa do moço, e todo o sexo, drogas e tudo o mais. Mas foca no que realmente interessa que é o rock’n’roll.

Ou seja, temos analises bem bacanas das musicas, dos discos, das turnês, das roupas, das influencias.

As parcerias que deram certo, e as que não deram por motivos óbvios.

Fica claro porque o moço dominou praticamente três décadas marcando não apenas a música mas também o estilo de toda uma geração. Bowie não é um músico qualquer e está sempre antenado na novidade, no assunto do momento.

O que começou com a chegada do homem na lua, ou 2001-uma odisséia no espaço, passando por 1984, até chegar a internet e os chats foram três décadas produzindo o que estava na onda do momento.

Bowie não apenas influenciou como determinou o som do glam rock e das novidades que viriam.

Ele que começou com estas grandes turnês que envolvem roupas, acessórios, grandes telões, e cenários incríveis. E se hoje temos madonna beyonce e outros, bem… Vamos agradecer o lindo, por favor!

O livro traz exatamente isso, de onde ele tira toda essa verve. Claro que as drogas e os relacionamentos influenciaram.

Pois se Bowie não estivesse tentando tentando se livrar do vício em cocaína, não teria ido para Berlin e produzido a trilogia espetacular dos discos Low, Heroes e Lodger. Além de apoiar Iggy Pop, amigo e parceiro.

Também fala dos relacionamentos, do casamento com Angie Bowie e com a atual esposa Iman – famosa top-model… É a lindona que beija Michael Jackson no clip Remember the Time – ela é a esposa do faraó…

De Angie vem a referencia do mundo norte-americano, e toda a fase do Ziggy Stardust, determinando o visual dos anos 70.

E aí a fase luminosa dos anos 80. É a fase feliz do “Let’s dance”. Depois ele se livra da maioria dos vícios, casa com Iman e tem uma filha. Claro, dá uma sumida boa de 10 anos sem gravar e tals.

O livro também fala da fase “preguiçosa” de Bowie, em que os discos já não mostram tanto vigor. Aí acaba a análise com o – até então – último disco lançado Reality, que é um bom disco e tals.

Bom.

O livro não é tao fácil de ler, porque precisa ouvir os discos para entender o que o autor vai falando. E eu nem conhecia tanto de Bowie para entender. Agora está mais fácil já que consegui toda a discografia e mergulhei no mundo Bowie.

Quem viveu a década de setenta também vai ter mais facilidade.

De qualquer maneira é sempre bom entender porque o cara realmente é bom. Porque ele é. Ficar à frente das tendencias por praticamente três décadas não é pra qualquer um. Tudo isso com qualidade de musica e voz e performance.

Além disso, Bowie foi o homem que soube usar o visual quando isso nem era mencionado. Sempre aproveitando-se de sua beleza andrógina, rompeu com preconceitos e tabus desde sempre.

Em 2013 ele lançou mais um cd – The Next Day – que obviamente não tenho condições de analisar, mas que curti bastante. Ganhou premio no Brit Awards inclusive, mas até aí, o moço é unanimidade, mesmo não estando na crista da onda.

Fato! Me apaixonei perdidamente por ele novamente. Como disse anteriormente, a primeira vez foi ao assistir o filme Labirinto, no qual ele é um vilão, digamos, interessante. E se o filme é de qualidade duvidosa, o talento de Bowie, e também da jovem Jennifer Connely, certamente não são.

Recomendo a leitura porque nem só de Elvis e Beatles a gente vive. E David Bowie ainda é bastante amado pelos jovens, como descobri pesquisando no instagram.

Ah, sim, ele é chamado de camaleão porque conseguiu mudar o visual e impactar na cultura ocidental diversas vezes. Pra quem achava Madonna genial, então… Ele era antes.

Acho que é isso.

😉