E aí eu fui ver a exposição sobre o David Bowie e passei um tempo tirando todas as fotos que queria deste prédio genial que o Paulo Mendes da Rocha projetou.

linhas retas e concreto
linhas retas e concreto

Coisa linda em linhas retas, concreto aparente e jardins de Burle Marx.

museu brasileiro da escultura - paulo mendes da rocha
museu brasileiro da escultura – paulo mendes da rocha

O bom de ir ao museu sozinha: você pode andar e sonhar acordada a vontade, no seu tempo.
O ruim!? Ninguém pra tirar uma foto sua, nem pra ajudar a passar o tempo na fila.
E como demora! Parece que todo mundo teve a mesma ideia de fugir do carnaval curtindo o psicodélico david.
Engraçado que me apaixonei por ele quando tinha uns 14 anos, depois de assistir o filme Labirinto, e ele era o vilão.
Foi a primeira das paixões por este tipo de cara, alternativo, com pinta de príncipe, andrógino, mas na real, um grande lobo mau.
E alternativo nao é o cara porraloka que só fuma maconha… Apesar de ter encontrado desses também mas, to falando especialmente do cara que quebra regras e não segue o socialmente aceito.
Bowie quebrou tabus e barreiras que, no Brasil por exemplo, ainda existem e são fortes.

aí cheguei em casa e fui assistir Labirinto de novo, porque não lembrava mais…

e me apaixonei por ele de novo, e de novo.

curiosamente, desde que criei o blog, o nome labirinto sempre foi óbvio para mim. também curto muito o vilão. porque o príncipe sempre me pareceu um cara muito chato.

A-DO-RO o sotaque britânico, e a voz do david… suspiros…

Ah! pronto, tá explicado meus gostos para homens e música e moda e estilo.

sim, Bowie é o cara da década de 70 e 80 e 90… e 2000? Aliás a exposição deixa claro, david ditou o tom da década de 70.

a exposição é ótima, você recebe os foninhos e vai ouvindo a musica, ou a entrevista ou depoimentos de pessoas que trabalharam com ele. e vai vendo objetos pessoais, roupas, pedaços de papel com a letra da música, as idéias, e tudo o mais.

ele é o verdadeiro “self-made-man”. faz a música, pensa na coreografia, nas roupas, no cenário, produz o vídeo-clip… um artista que transcende seu corpo e se torna um personagem, e você não consegue separar. Aliás, sua cultura e conhecimento e amplitude de idéias é fascinante.

fiquei comparando com a Madonna, não me questionem, afinal ele começou uma década antes. Mas Madonna também é a que choca, que provoca, mas sempre me incomodou o fato dela provocar pela provocação. Não me entenda mal, curto muito Madonna, desde sempre. e acompanho sua carreira e canto suas músicas e tudo o mais.

Mas Bowie… Ele simplesmente viveu e vive e transmite o que sente e o que pensa. Não é algo calculado para faturar ou vender mais discos, e sim para mostrar toda a sua verve. Ou antes, até é marketing, mas o que ele transmite é tão profundo e carregado de talento e contemporaneidade que o marketing se torna apenas um item banal.

Umas das melhores frases: “claro que me preocupo com o que vou vestir nos shows. Não vou subir no palco e cantar algumas músicas, porque não sou rádio, vou ser pelo menos uma tv colorida.” Rá!

Durante a exposição fui anotando palavras-chave e idéias do que vi e também  para entender como o cara é múltiplo: 2001-uma odisseia no espaço; apolo 11; primórdios do vídeo-clip; laranja mecânica; teatro japonês-kabuki; cinema; saltos; liberdade; berlim dividida; gay; iggy pop; masculinidade andrógina; mímica; nirvana; queen; livros no teto; dante alighieri; tendencias; aleatório.

e muitas outras…

tantas idéias e palavras e vivências que precisei comprar sua biografia.

biografia
biografia

e agora estou ouvindo suas musicas e é isso.

quando terminar de ler a biografia faço um post especial. e também falo mais do prédio lindo do MuBE que merece um post só pra ele.

mas isso é pra outro dia.

apaixonadamente me despeço por hoje. 😉

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