Berço do renascimento italiano, a cidade que foi originalmente um povoado etrusco, é hoje a principal cidade da região da Toscana, na Itália.

Imagem ponte vecchio famosa pela quantidade de joalherias e ourivesarias.

Terra natal de Dante Aliguieri, onde Michelangelo, Rafael, da Vinci e Botticelli encontraram seu lugar para explorarem seus talentos, sendo patrocinados pelos Médici, família que governou a cidade entre os séculos XV e XVIII.

Vários papas nasceram nesta cidade, que é considerada das mais belas do mundo.

Arquitetonicamente destacam-se as catedrais, sendo a principal Santa Maria del Fiori, com sua cúpula projetada por Brunelleschi sobressaindo na paisagem há quase 600 anos.

Imagem vista da cidade com a torre do Palazzo Vecchio e o Duomo de Brunelleschi em destaque.

Imagem Santa Maria del Fiori

Seus “palazzi” também tem toda uma tradição do momento em que os italianos começaram a sair de suas villas, construindo casas na cidade, surgindo também as loggia, ou espaços no pavimento térreo para venda de produtos. Nasce assim o espaço para as lojas…

ImagemPiazza della Signoria onde estão o Davi, o Palazzo Vecchio, e tudo o mais… 🙂

Artisticamente temos a Galeria Uffizzi, o Davi de Michelangelo, todas as obras de arte expostas ao tempo ou nas galerias, nos museus… enfim.

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Estou resumindo muito toda a importância da cidade. Muito mesmo, pois não se conta a história de uma cidade dessas assim, a seco.

Firenze é como um bom prato de comida refinada, ou um vinho raro. Deve-se saborear devagarinho, e mesmo que você não saiba nada de história ou geografia ou artes plásticas, não importa muito. Importa apreender o clima e o momento da cidade.

Chegamos a Firenze de carro, vindas de Verona e, depois de passar por uma parte da Toscana, com suas cidades em topos de morros, com seus tons marrom-avermelhados, em um sol de final de verão. Foi estranho entrar em uma cidade tão carregada de história e, ao mesmo tempo, tão urbana.

Porque a gente estuda e vê obras de arte e lê livros. E esquece que a cidade continuou viva, e tem asfalto e prédios e casas modernas.

ok! nem tantos prédios e casas modernas assim.

bom, chegamos, malas no quarto, bora pra rua, por favor!

e…

tem gente pra caramba nas ruas, que são estreitas, e tem carro e turista e vendedor e gente que mora na cidade e está trabalhando e tudo o mais.

E fiquei extasiada porque a cada cantinho que olhava, uma novidade de… 200, 400 anos, 600? um item a mais de beleza, de cuidado e de amor a arte, à beleza.

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é uma dessas cidades que não se conhece em três dias, que foi o tempo que passei lá. Não. Eu precisava de mais. Muito mais.

Momento top 10 foi conhecer o Davi – em frente ao Palazzo Vecchio – tudo bem, é uma réplica, mas ao chegar a piazza, e enamorá-lo, todo branco e liso em contraste com a parede escura e rugosa entendi todo o contexto de Michelangelo e, obviamente toda a sua genialidade.

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Michelangelo é o meu mais querido renascentista, talvez por ser muito mais arquiteto e escultor do que pintor. Mas é o meu querido. Sempre foi. Muito mais do que da Vinci. Mas estou divagando.

O Davi está inserido em meio a várias, várias mesmo, obras de arte, tem uma fonte com a representação de Netuno e cavalos, tem Perseu e a medusa e outras estátuas, tem a galeria uffizzi e seus botticellis logo ao lado.

Tem todos os prédios da piazza, e você acabou de passar em frente ao Duomo de Brunelleschi. Você está sobrecarregado de cultura e antiguidade e aí!

Aí você pára e lembra de tudo que leu e estudou e sonhou com estes lugares.

Tem os filmes e romances, e putz! Foram dias felizes. Porque nada supera a sensação de realização de um sonho.

Nada supera você lembrar tudo que passou para finalmente, chegar ali e ver com seus próprios olhos o mesmo que O Michelangelo viu.

De tudo que vi na Itália, ficou para mim esta sensação: de estar passando pelo mesmo lugar em que estes caras incríveis também passaram. E hoje, tem um monte de gente incrível que também passa pelo mundo e deixa sua marca mas…

Também fiquei emocionadíssima com os botticellis da Galeria Uffizzi, esta aliás, é um capítulo a parte. Mas ver pessoalmente a venus nascendo na concha com os querubins cobrindo-a com um manto vermelho… Ou a primavera.

enfim.

Seus restaurantes também são deliciosos, e tomar um vinho branco gelado ao final de uma tarde calorenta é um luxo inebriante. Ver os turistas ao anoitecer, e depois curtir a piazza a noite. Passear por ali, e ir dormir um pouco embriagada.

Imagemum desses momentos poéticos que a gente consegue eternizar porque está com uma câmera na mão.

Embriagada com a cerveja, o vinho, a beleza, e grandeza de uma cidade que deve ser revisitada…

Saudosamente me despeço por hoje.

P.S. todas as fotos são minhas, de 2011, com exceção desta última que é da prima querida Vanessa Lima. Imagemeu, o rio arno, e lá em cima, a piazzale Michelangelo.

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