O Lado Bom da Vida

Matthew Quick
2012
Editora Intrínseca
Tradução: Alexandre Raposo
o livro que inspirou o filme, no qual a menina novinha ganhou o Oscar deste ano.
sim, a garota linda de vestido “de noiva” que tropeçou ao subir a escadinha…
o ator gato de “Se beber, não case” e sei lá quem mais.
na verdade, não assisti o filme, e só comprei o livro pra completar a promoção em que comprei vários livros, então vamos lá!
a história é toda narrada em primeira pessoa por Pat, um cara que acabou de sair de um sanatório.
ele não lembra de nada antes de ir para o que chama de “lugar ruim”, e não sabe porque foi parar lá, só sabe que precisa voltar para a mulher Nikki, que havia pedido um tempo no casamento.
no começo o livro é bem bobinho, com o cara narrando quais e quantos remédios engolia e quais ele decidia não tomar.
mas uma coisa chama a atenção: ele decide viver e assistir o filme da própria vida. e quer ver somente o lado bom de tudo.
assim, tentando melhorar como pessoa para voltar para a ex-mulher, ele vai se envolvendo com a vida real, a mãe amorosa que tenta protege-lo, o irmão bem sucedido, o pai que não fala com ele. o novo terapeuta. o amigo de infância e sua família. e claro, a cunhada do amigo – Tiffany.
mas a postura adolescente do personagem é um pouco cansativa, é como ler um diário em que nada de muito importante acontece.
esse é o grande problema que o próprio personagem enfrenta, e aí, do meio do livro pro fim, tudo fica mais interessante.
porque, o moço obviamente percebe que não pode ver a vida como um filme.
isso é querer viver na infância.
a vida nos reserva muito mais do que um filme, e nunca, nunca mesmo, segue um script.
não temos as falas nem as deixas para conseguirmos o que queremos, e quando perdemos uma chance, dificilmente conseguimos recuperá-la.
esse pessimismo próprio da vida impede a muitos de ver o tal lado bom da vida.
mas acho que é assim, digo, se não confrontarmos nossos medos, e ainda assim vivermos, não tem graça.
não tem vida.
voltando ao livro.
é uma leitura relativamente amena, se vc não quiser entrar muito fundo nos dramas dos personagens.
estão ali, a espreita, mas o autor nunca se aprofunda muito.
aos poucos vai se percebendo a sutileza dos diálogos quase sempre desconexos.
dos personagens do qual pouco sabemos.
das atitudes truncadas de todos.
e no fim, bom no fim, dá aquela vontade de ler de novo, mas com olhos menos críticos…
para quem já viveu um pouco deste drama, sabe-se que este livro podia ter navegado por águas bem profundas.
mas aí o livro seria deprimente e talvez não se tornasse best-seller, nem roteiro de filme hollywoodiano.
com direito a premiação do oscar.
então é isso.
vamos ver o lado bom da vida 😉
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